3.7.06

Bom dia ilustre habitante!
...

Depois do comprimido vem o espaço vazio.
O espaço onde te apercebes que alimentas uma infecção nas válvulas do coração. Está vazio porque na verdade não te apercebes de nada, apenas és um brinquedo nas mãos de um outro brinquedo... até chegar a ti.

És um mito?
Porque é que te pões nesse lugar tão fervoroso... tão metafísico. Estás farto de ser neste lugar? Estás farto de brincar com o coração que não sentes, porque os comprimidos não te facilitam o egoísmo? Fantástico!

Não fazes ideia... não fazes um esboço sequer daquilo que podias deixar de ser. Podias simplesmente desaparecer para um eterno sorriso de Gioconda. Especada Gioconda! Musa de um saber masculino... senhora de barba e bigode.

Pára de brincar com isto. Pára de brincar com o sentimento alternativo.
O sentimento aguçado desta válvula segura que me deixa cheio de tusa. Cheio de tusa para morrer. Para acabar com a insegurança. Para rapar o cabelo sempre que conheço alguém pela segunda vez.
Não me deixa ver o quão egoísta sou. O quão desintegrado do espaço me encontro.

Detesto dizê-lo, mas é sempre por tua causa...


...que o mundo continua infectado nas veias do coração.